AUTORIDADE PEDAGÓGICA DO PROFESSOR (A)

Em debate com Geraldo Freire, Teresa defende autoridade pedagógica do professor A questão da violência nas escolas e maneiras de combatê-la. Este foi um dos temas discutidos no programa de Geraldo Freire, na Rádio Jornal, na manhã desta quarta-feira (14/05), com a deputada estadual Teresa Leitão. Também participaram o conselheiro municipal de Defesa da Pessoa Idosa, Dr. Jorge Adolfo, falando sobre a violência contra idosos e o médico João Veiga falando sobre a violência nas emergências médicas. Teresa apresentou um quadro preocupante da violência nas escolas, não só a física, como a violência psicológica. “Eu defendo que o professor tenha uma autoridade pedagógica na sala de aula, os estudantes devem ter a consciência de que precisam dele para se desenvolver”, disse, completando. “Essa é uma relação duradoura, é um ano inteiro de convívio, se não houver respeito e essa autoridade do professor, a relação entra nos vícios do cotidiano”, lembra Teresa que é professora aposentada. Contudo, a deputada lembra que não se deve regredir aos tempos do “caroço de feijão e da palmatória” tampouco a liberdade exacerbada. Ela denunciou que muitos professores estão sofrendo de um sentimento de impotência pior que o estresse. “É um sentimento de desistir da profissão de professor, continuando na função de professor”, lamentou. Para combater tal situação, Teresa também colocou a família como personagem principal na formação da criança e do adolescente que vai para a escola. Já o médico João Veiga relatou a dura experiência dos profissionais da área de saúde que tratam dos atendimentos de emergência em Pernambuco. Para ele, se o médico já é vítima de violência por conta das más condições e da superlotação das emergências públicas, os técnicos da área de enfermagem são pior tratados. “Veiga lembra que esses profissionais estão indo para os trabalhos preparados para receber todo tipo agressão e culpou as filas enormes, o fato dos pacientes urgentes passarem horas para fazer uma cirurgia e a superlotação”. Já o Dr. Jorge Adolfo, defendeu que os idosos não devem ser infantilizados ou cerceados de seu direito de ir, vir e tomar decisões de foro íntimo. Para ele, as piores agressões estão dentro de casa e, infelizmente, filhos tratam os idosos como crianças e querem decidir questões de sua vida amorosa, por exemplo. Depois de muitas rodadas e questionamentos dos ouvintes, o debate encerrou-se com um apelo da deputada Teresa Leitão. “Não se faz educação sem a valorização da pessoa humana, sem melhorar o relacionamento entre professor e aluno”, disse Teresa. Fonte: Site da Deputada Teresa Leitão (www.teresaleitao.com.br)