CAMINHADA MARCA ANIVERSÁRIO DA DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

Uma grande marcha pelas ruas do Recife vai marcar as comemorações dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O evento, que será realizado pela Prefeitura do Recife em parceria com Governo Federal, acontece nesta quarta-feira (10), e vai contar com a presença do Ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos do Governo Federal (SEDH) e da secretária de Direitos Humanos e Segurança Cidadã do Recife, Karla Menezes. A Marcha pretende mobilizar grupo de idosos; juventude da rede de ensino do ProJovem Urbano e da Rede Municipal de Ensino; participantes e profissionais do Academia da Cidade; das entidades LGBTs; da Rede de Articulação em Defesa da Criança e do Adolescentes; defensores dos direitos humanos; dentre outros. A concentração vai acontecer na rua da Aurora, em frente ao monumento Tortura Nunca Mais, a partir das 13 horas e a marcha sairá pelas ruas do Recife às 15h. No local da concentração serão oferecidos serviços como aferição arterial, teste de glicemia, corte de cabelo, emissão da carteira de trabalho e apresentações culturais com grupos de teatro, dança e música. Para o diretor de Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Cidadã do Recife, Cirilo Mota, a Marcha representa a confirmação que a sociedade está construindo um mundo igualitário, onde todos tenham oportunidades. Essa é a primeira marcha de Direitos Humanos do Brasil que vai reunir vários segmentos e grupos no sentido de fazer uma reflexão das políticas dos movimentos sociais, afirmou. Segundo Cirilo, o momento em comemoração aos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos é um marco da nova agenda mundial pós duas guerras, sendo um evento organizado na contribuição de construção de uma sociedade que respeite a diferença de todos, informou o diretor. A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi proclamada e adotada pela Assembléia Geral das Nações Unidas no dia 10 de dezembro de 1948. Foi o primeiro documento internacional que reconhece que todos os seres humanos têm direitos e liberdades fundamentais e continua a ser o documento mais traduzido do mundo, segundo o Guinnes World Record. Os 30 pontos que a compõem tratam, por exemplo, do direito à locomoção, à propriedade e da proibição da tortura e do trabalho escravo e à igual proteção da lei.